sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Malu é quieta e paciente


mas sabe pedir o que quer. Ontem a noite, depois de passearmos na rua, - mais cedo, por causa da trovoada de todas as tardes - via o jornal da TV quando ela ficou de pé mexendo na cestinha de brinquedos. Mostrei para Lili o esforço que ela fazia para pegar um deles - já coloquei a cesta mais embaixo. Levantei e peguei o "Lherudo", um cachorrinho de borracha com duas orelhas que parecem asas. Começamos a jogar: eu jogo pra sala, ela pega, tomo dela, jogo no corredor, ela corre atrás e vamos assim até ela pegar de jeito e fugir para debaixo da cama. Game over.
Mais tarde ela chega em nosso quarto e fica de pé na cômoda, pergunto: o que é agora, garota? Ela me olha e late. Levanto-me e vou olhar, é o osso verde, uma mistura dura que é o pirulito de roer dela.
Finalmente durmo para acordar às cinco e meia. Dormimos todos.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Enfrentando o inimigo


Dan Brown é um escritor de sucesso porque mistura com genialidade informação maçante com ficção cheia de correria e violência, como em Código Da Vince.
Este é um paradoxo, vivemos evitando a violência, buscando a paz com nossos semelhantes, mas na ficção amamos os tapas, tiros e o terror.
Mesmo os animais evitam a violência. Quando ando na rua com Malu e encontramos um cão desconhecido e maior ela adota uma postura estranha. Pára, olha-o fixamente, e começa a levantar a cabeça vagarosamente até olhá-lo de cima, mesmo ele sendo maior do que ela.
No livro Comportamento Canino achei a explicação: "Os sinais corporais que tendem a diminuir uma ameaça são classificados como sinais redutores de distância. A exibição de submissão ajuda a deter ou atenuar uma agressão por parte de um cão dominante. Ela representa um esforço por parte de um animal de classificação inferior para obter uma integração social harmônica e supõe que o indivíduo de classificação superior responderá apropriadamente. Já as posturas corporais que parecem aumentar o tamanho de um indivíduo por meio de uma ilusão de ótica se destinam a emitir uma mensagem de 'vá embora'. Os sinais progridem em uma escala gradual. Primeiro um contato ocular direto com pálpebras bem abertas, é o fitamento. Depois, a cabeça, o pescoço e as orelhas são elevados para dar uma ilusão de que o cão é maior. A piloereção sobre os ombros e a garupa também cria um aumento súbito enganoso na altura. A cauda é mantida na vertical. A boca exibe os sinais seguintes quando os lábios são puxados para trás nos cantos e emite um rosnado. O propósito primário dessa exibição evoluiu do comportamento lupino que se destinava a inibir lutas até a morte".
Assim, ao invés de partir para a briga Malu tenta um acordo, sua postura dizendo: sou pequena mas posso ficar bem grande e te dar uma surra se você, seu cachorro fedorento, chegar um tantinho mais perto de mim e do Adal. Chispa!
Bem, ela é meio agressiva mesmo, mas quem não é?

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Interagindo com outras espécies


A interação com diversos animais é parte constante nos passeios de Malu. Quando saímos hoje, ainda escuro, ela encontra um gato. Fita-o interessada, ele resolve não se mover e ela se aproxima provocando nele uma reação de defesa. Tiro uma foto dos dois e o flash faz as plaquetas refletoras dos olhos dele brilharem como faróis.
Com o céu a Leste começando a desenhar suas primeiras cores, é hora dos pássaros iniciarem seus cantos e gorjeios. Cada alvorecer mais deles estão no chão bicando algum farelo. Ainda pequena Malu corria atrás deles provocando uma revoada. Agora, mais velha, não se importa com os bandos de pardais fazendo algazarra, de rolinhas agitadas ou de biquinhos empoleirados nas hastes de capim.
O céu esta manhã tem nuvens rosas em forma de longos tecidos estirados. Malu já esvaziou a bexiga e gastou o resto da urina marcando o que decidia precisar ter um sinal seu. Fez o cocô, que recolhi e joguei na caixa de lixo, e passamos na padaria. Ao atravessar a rua ela vê cachorros de rua brincando agressivos, para, olha para mim como dissesse: eles não têm jeito mesmo, e marchamos para o sossego de casa. A luz reina sobre a Terra. O Sol, ainda escondido, avisa que será outro dia com muito calor.