
Temos cinco sentidos e os usamos equilibradamente, mas a poodle Malu, como os de sua espécie, incrementaram o olfato. Quando ela para, aproxima o focinho de um ponto qualquer e cheira, não percebe só se é urina ou carne ou uma reles banana. Ela consegue identificar num poste cinco ou seis cheiros diferentes de urina. Se já cheirou e viu quem fez a urina, isto está gravado no seu cérebro e quando ela inspira aqueles diversos odores se está ali no meio o de um cão conhecido, como Pituti, Kenso ou “cachorro amarelo” ela pode vê-lo na imaginação, tal qual ele estivesse ali. Não é coisa fácil para o inteligente ser humano, inclusive eu. Uma vez visitando o amigo Gerson que faz terapia holística ele me colocou num canto de seu sítio com o chão coberto de pedras redondinhas de rio e, em toda volta, estantes com vasos de ervas. Pediu para arrancar uma folha, esmagar entre os dedos e cheirar profundamente. Não é que me veio a mente cheiros da infância e junto com eles emoções que senti na época. Ah se a gente tivesse mais tempo para se entender melhor ao invés de só ajuntar coisas e participar das obrigações da sociedade!

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