Vi um gráfico delineando os Papéis primários exercidos pelos animais domésticos para o ser humano. Cada palavra criava uma imagem em minha mente. Tração, visualizei um cão esquimó puxando um trenó sobre o gelo; extensão dos sentidos, vi direitinho um cão guia conduzindo um cego. Ia tudo certo até que em saúde psicológica encontrei, extensão do ego, não me veio nenhuma imagem na cabeça. Corri para a internet.
Na página http://www.indepsi.cl/ferenczi/articulos/intro1.htm conheci os estudos de Sandor Ferenczi sobre “Transferência e Introjeção”. Leia isso: “Introjeção é a extensão ao mundo externo do interesse, pela introdução dos objetos exteriores na esfera do ego”. Ainda, “é essa união entre os objetos amados e nós mesmos, essa fusão desses objetos com o nosso ego, que designamos por introjeção”. Imaginei na hora aquele homem solitário em casa ou aquela mulher deprimida que não tem coragem de conversar com as vizinhas e que arranja um cãozinho. Aquele simples objeto vivo e afetuoso vai abrir o ego da pessoa, vai expandi-lo. Por causa do amigo cão ele (ela) vai conhecer o veterinário e conversar com a mulher do petshop. Vai sair na rua para passear, ver gente e comentar com outros donos de cães as graçinhas do seu. Vai expandir o seu ego. Pronto, entendi.

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