quarta-feira, 12 de maio de 2010

Atacando um estranho

O comportamento canino é imprevisível, mesmo quando se conhece bem o animal como conheço Malu, pois saimos juntos pelas ruas todos os dias há 6 anos, e fico sempre atento a suas reações, vontades e apreensões. Aprendi a antecipar suas ações observando posturas que ela adota. Mas nesta manhã fui surpreendido. Caminhávamos por uma rua de pouco movimento quando ela, ao longe, viu um cão pequeno e novo andando para lá e para cá. Nunca o tínhamos visto. Estava perto de um carro com um pessoal, provavelmente estava solto ali enquanto seus donos conversavam. Malu veio se aproximando devagar, um movimento que significa cautela, mas também indica domínio de território. Bem perto ela parou e o cãozinho se aproximou tímido, cheirou-a e se afastou. Foi aí que me enganei, pensei que Malu tendo permitido sua aproximação o havia aceito. Não, ela achou o maior abuzo: o cãozinho jovem e confiado, estranho e se achando, precisava de uma repreensão. E partiu para o ataque.

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