
Para um humano este verbo é forte e devia se aplicar só a Deus, nunca à batata frita. Mas para um ser canino, ainda mais Malu, um ossinho de galinha é tão bom que não tem outro verbo que exprima melhor o que ela sente. Eu sei, já ouvi dezenas de donos de cão me avisar que uma farpa pode furar o intestino ou que um pedaço pode ficar entalado na garganta. Lili, que me conhece, apela logo para minha parte mais sensível - diz ela que não é meu coração, não -, meu bolso: você vai gastar um dinheirão com o veterinário! Mas não tem jeito. Conheço minha poodle. Se ela ficar sem um ossinho para triturar nos dentes fortes vai ficar doente, deprimida, pode até desistir de viver. E ela sabe papar um ossinho, faz isto desde pequena, é uma esperte no assunto. E como dizia minha mãe (que Deus a tenha): Mais vale um bocado que a fortuna.
Então, já estou levando um saquinho com ossos que recolhi com os colegas de pedalada no almoço. Abro a porta de casa e já vou gritando: Malu, trouxe coisa boa!
(na foto ela está roendo um osso que limpa os tártaros dos dentes e é muito gostoso, pra ela)

Nenhum comentário:
Postar um comentário