sábado, 11 de setembro de 2010

Ninguém gosta de ficar só quando está a fim de companhia.


Malu sente prazer em ficar quieta, longe de todo mundo, mas só em alguns momentos do dia. Às vezes dão-se desencontros como quando a quero sentada a meu lado vendo tv e ela prefere estar deitada no colchonete no seu cantinho. Mas ela detesta ficar em casa sozinha. Assim, quando saímos a Lili liga o rádio baixinho e eu falo: Malu, toma conta da casa da Lili. Também prometemos trazer "uma coisa boa" que pode ser iscas de bife, ossos de frango (que ela tritura com paixão) ou pedacinhos de queijo de casa mesmo. Se ela entender que foi desprestigiada começa a morder furiosamente (se bem que de leve) os pés. Billy, um poodle branco colega dela foi deixado sozinho muitas horas e acabou arrancando tufos de pelo do quarto esquerdo que meses depois ainda não voltaram a crescer. É bom ver nosso animal de estimação despreocupado e sem estresse. Ninguém gosta de ser dixado só.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Como é que um cão fica tão parecido com seu dono?

Quando Malu sai na rua comigo andando sossegadamente ela está sempre a cata de alguma novidade como um portão aberto que franqueia um jardim que ela não conhece. Então ela entra olhando cada cantinho e cheirando a procura de seres estranhos que tenham passado por ali. Não é igual a mim? Que quando saio de bicicleta pelas estradas fico só de olho em algum caminho à direita ou à esquerda que se perde numa curva lá na frente prometendo me levar a destinos misteriosos e excitantes.
Ou então, Malu pára em frente de cada casa onde mora um cão amigo ou briguento, brigão de preferência. Ela encosta-se ao portão e olha para mim, já sei, ela quer que eu assobie chamando-o. E fica toda alegre, balançando o rabinho, quando o amigo aparece, ou se põe de rabo em riste correndo para lá e para cá em frente a grade da casa enquanto o brigão a acompanha neste jogo de força. É bem verdade que não saio na rua procurando briga, mas gosto de brincar com o pessoal da padaria ou do mercado num jogo bem parecido com o dela.
Então é assim, tal dono tal Malu.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Meias preta da Malu


Entre os charmes de Malu estão suas meinhas pretas contrastando com sua pelagem cinza. Mas o veterinário Ricardo, enquanto pedalávamos por dentro de uma mata, tirou a magia das polainas pretas explicando que o que escurece o pêlo dos pés de Malu é sua saliva, por ela estar sempre os lambendo. Este comportamento é não só uma forma de aliviar ansiedade como uma reação ao constante estado alérgico dela. Malu é fortemente atópica (alérgica por inalação) grande parte por causa de sua vida confinada dentro de casa lidando com todos produtos químicos de limpeza que cercam nossa vida moderna. E olha que ela sai comigo todos os dias, pela manhã e pela tarde, chova ou faça sol, o que lhe deve ter dado bastante imunidade.
Mas esta explicação científica não empana a beleza das meinhas pretas de Malu.