terça-feira, 7 de setembro de 2010

Como é que um cão fica tão parecido com seu dono?

Quando Malu sai na rua comigo andando sossegadamente ela está sempre a cata de alguma novidade como um portão aberto que franqueia um jardim que ela não conhece. Então ela entra olhando cada cantinho e cheirando a procura de seres estranhos que tenham passado por ali. Não é igual a mim? Que quando saio de bicicleta pelas estradas fico só de olho em algum caminho à direita ou à esquerda que se perde numa curva lá na frente prometendo me levar a destinos misteriosos e excitantes.
Ou então, Malu pára em frente de cada casa onde mora um cão amigo ou briguento, brigão de preferência. Ela encosta-se ao portão e olha para mim, já sei, ela quer que eu assobie chamando-o. E fica toda alegre, balançando o rabinho, quando o amigo aparece, ou se põe de rabo em riste correndo para lá e para cá em frente a grade da casa enquanto o brigão a acompanha neste jogo de força. É bem verdade que não saio na rua procurando briga, mas gosto de brincar com o pessoal da padaria ou do mercado num jogo bem parecido com o dela.
Então é assim, tal dono tal Malu.

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