
Há 60 anos era. Meu pai entendia que uma boa surra na bunda, com a mão ou chinelo, era uma correção de rumo excepcional para um jovem muito irrequieto. Dos meus filhos só Márcia Regina e Raniere levaram tapas dos quais me arrependo. Bater nos netos então, nem pensar. Os tempos são outros. Mas e em Malu?
No subtítulo Uso de Punição e Recompensa o livro Comportamento Canino, diz: "A dor como um tapa, pode não desconcertar um rottweiler, pode ser demasiadamente severa para um poodle, e provocaria uma agressão de um boston terrier. A intensidade da punição em relação ao indivíduo e à motivação é tão importante quanto a oportunidade de sua aplicação. Deve ser suficientemente forte para ser considerada punição por parte do cão, mas não deve ser tão forte que seja excessiva ou perigosa".
Malu passeia na rua sem coleira e tem uns velhos instintos que por falta de treinamento ela insiste em repetir: como cheirar um coisa no chão e dar uma lambidinha. É num zas. Eu digo: vai ganhar um tapa na bunda! Ato contínuo ela senta com a cabeça abaixada. Levanto-a e aplico o tapa. Ela apoia as patas na minha perna e me lambe a mão (com a mesma língua que lambeu uma coisa suja) pedindo desculpa ou que a nossa amizade nunca se acabe. Mas ela vai repetir o mau feito, acho que tapa na bunda também não adianta nos cães.

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