sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Um cão sem amigo


O cão foi o primeiro animal domesticado. É o melhor amigo do homem porque foi o primeiro a nos acompanhar nas caçadas, quem nos ouvia quando naquele mundo primitivo ficávamos sozinhos na escuridão ou diante das labaredas da fogueira. Foi nossa atenção e companheirismo que o modificou, que abrandou sua ferocidade de lobo, e foram nossas necessidades que moldaram sua forma física. O bruto amansou, seus modos de leão se tornaram brandos como os do carneiro. Mas um cão sem carinho pode se embrutecer.
O livro Comportamento Canino fala de um triste estereótipo de um cão que não tem um amigo homem. É uma compulsão que dá dó de se ver. Ele anda sem parar numa pequena área. Marcha de um canto ao outro com um andar obsessivo. Chegando ao canto vira primeiro a cabeça e o corpo segue nesta outra direção sem descanso. O dono ou outro infeliz talvez lhe dê um pontapé gritando: sai da minha frente cachorro estúpido. Os professores de veterinária dizem que esta mania é uma forma que o amigo do homem, mas sem amigo, encontra para acalmar sua ansiedade por amizade.
Você pode dizer que é frescura, que o cão é só um bicho. Homem de pouca fé, não, homem ou mulher pobre de espírito, não devias ter um cão. Podes dizer que só queres um guarda para tomar conta de tua casa e de tua vida, mas lembres que este instinto foi implantado nele quando o trouxemos para viver conosco, compartir nossa vida e não para ficar jogado no quintal. Se é teu cuide dele. Malu é um cão, mas muito amiga minha. (foto do amigo Fabiano)

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