quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Coloque-se no lugar do cão


Apareceu assim, de repente, um tumor junto do rabinho de Malu. Foi eu chegar em casa e Lili me mandar dar meia volta e correr com ela para o Dr Ricardo, o veloz ciclista dos entornos da cidade. Com sua prática ele foi logo atestando a inflamação em uma glândula. Como num passe de mágica apareceu o bisture numa mão e a seringa com anestesia na outra e zás-trás, Malu ficou com uma flor aberta perto anus. Eliminado o pús, limpo o local, sentou-se à mesa e aviou a receita com uma cópia para o antibiótico em spray. Lili perguntou meio assustada com a eficiência, a prática e a ligeireza do veterinário.
- Vai ficar aberto assim? Não vai botar um curativo, não?
- Daqui a pouco ele se fecha sozinho. Espirrem logo o sprey. Dê a ela algumas gotas de Novalgina também.
A maior interessada estava bêbada em cima da mesa de operações e eu abraçado com ela. Foi quando eu, cretino, falei: cachorro é muito forte, aguenta bem a dor. Pra quê! O cirurgião impassível transmudou-se diante de nossos olhos e com voz de falcão irritado, perguntou:
- Sabe como se reconhece quanta dor um cão está sentindo?
Balancei a cabeça preenchendo rapidamente o cheque e antecipando a paulada para curar insensibilidade humana.
- Colocando-se no lugar dele!
E arrancou o cheque de minha mão. E, de novo calmo, me convidou para uma pedalada com o professor Roberto nos morros da estrada do Contorno.
Malu estava mole no meu colo. Comprei os remédios, aplicamos direitinho e ela está nova em folha. Para não lamber o remédio, está usando umas calcinhas lindas que foram da Lívia quando bebê e ela nem tinha chegado neste nundo. Minha Malu.      

Um comentário:

  1. Foi isto mesmo que aconteceu! Mas no mesmo dia foi medicada e já está bem.Malu é muito bem cuidada por nós e veterinário que um dos melhores de Volta Redonda. smeraldalili

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